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Como escolher o Fundo certo para investir

Como escolher o fundo certo é uma das principais dúvidas dos investidores. 

Quando se deve investir em fundos DI? 
E em fundos multimercado? 
Os fundos de ações devem ser evitados em épocas de crises? 
E os fundos cambiais são uma boa opção de investimento?

A resposta a estas perguntas exige um pouco de conhecimento sobre como funciona cada fundo. A seguir, você encontra um resumo do que é cada fundo, na definição da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e os aspectos positivos e negativos a avaliar antes de investir.

Algumas dicas foram dadas pelo professor de Finanças William Eid, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

FUNDOS REFERENCIADOS DI

Os fundos referenciados são chamados assim porque têm por objetivo acompanhar um indicador de desempenho (benchmark). No caso dos fundos DI, a meta é a variação diária das taxas de juros.
Por isso, sua carteira é composta, no mínimo, de 95% de títulos ou operações que buscam acompanhar as variações da taxa Selic (taxa de juros básica da economia, ditada pelo Copom - Conselho de Política Monetária) ou do CDI.
O CDI é um certificado de depósito interbancário, cuja taxa representa o custo do banco para captar dinheiro, ou seja, fazer um empréstimo em outro banco.

Aspectos positivos: por ser composto de títulos pós-fixados, este fundo se beneficia de um cenário de taxas de juros mais altas, mas oferece proteção a todas as carteiras. Na opinião de especialistas, deve compor a base de qualquer investimento.

Aspectos negativos: altas taxas de administração corroem a rentabilidade do fundo. Taxas acima de 1,5% ao ano equiparam a rentabilidade do fundo à poupança.

FUNDOS DE RENDA FIXA

Estes fundos devem aplicar no mínimo 80% de seu patrimônio em títulos de renda fixa prefixados (que rendem uma taxa de juro previamente acordada) ou pós-fixados (que acompanham a variação da taxa de juros ou um índice de preço).

Aspectos positivos: este fundo beneficia-se de um cenário de redução das taxas de juros, por ter em sua composição papéis prefixados.

Aspecto negativo: cenário de taxas de juros muito baixas tornam o investimento pouco atraente.

FUNDOS DE AÇÕES

São fundos que investem no mínimo 67% de seu patrimônio em ações negociadas em Bolsa. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Alguns destes fundos têm como objetivo acompanhar a variação de um índice do mercado acionário como o Ibovespa ou o IBX.

Aspectos positivos: em cenários de queda de juros e crescimento econômico, tende a propiciar grande retorno de investimentos. Deve ser encarado como investimento de longo prazo.

Aspectos negativos: alto risco. Os recursos investidos devem ser de longo prazo. Jamais investir valores de que irá necessitar em curto período de tempo ou com os quais não se pode arriscar. Em épocas de crise, os fundos de ações costumam sofrer fortes oscilações, mas isso não significa que não se pode encontrar boas ofertas. Por isso, é importante estar preparado para este mercado.

Dica: Segundo o professor William Eid, para quem não tem nenhum conhecimento, o melhor é investir em ações por meio de fundos. A formação da carteira própria exige maior conhecimento de mercado.

FUNDOS MULTIMERCADO

São fundos que envolvem vários fatores de risco, pois combinam investimentos nos mercados de renda fixa, câmbio, ações, entre outros.
Além disso, utilizam-se ativamente de instrumentos de derivativos para alavancagem de suas posições ou para proteção de suas carteiras (hedge).
Por apresentarem grande flexibilidade, dependem muito do talento do gestor na escolha do melhor mo-mento de alocar os recursos, na seleção dos ativos da carteira e no percentual do patrimônio que será inves-tido em cada um dos mercados.

Aspectos positivos: podem garantir um retorno maior em cenário onde se avista queda nas taxas de juros. O conselho do professor William Eid é que o investidor tome os mesmos cuidados com relação ao fundo de ações: não invista um dinheiro de que vá necessitar em breve. Observe também a consistência do gestor. "Veja se ele figura entre os melhores gestores em diversos rankings, e não apenas por um desempenho aleatório", ensina Eid.

Aspectos negativos: risco moderado, podendo resultar em rentabilidade negativa. Não investir valores que têm data marcada para retirar.

FUNDOS CAMBIAIS

Estes fundos devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relaciona-dos à variação de preços de uma moeda estrangeira ou à uma taxa de juros (o chamado de cupom cambial).
Os fundos cambiais dólar são os mais conhecidos, mas os fundos cambiais euro começam a ter procura.

Aspectos positivos: servem como proteção para as pessoas que terão gastos na moeda estrangeira, por exemplo, para viajar ou pagar contas.

Aspectos negativos: para o professor William Eid, este tipo de fundo não deve ser utilizado como investi-mento, mas apenas como proteção nos casos citados acima.



Como escolher uma corretora de valores

O que levar em consideração ao escolher uma corretora de valores?

Antes de listar os principais passos a seguir ao escolher uma corretora de valores, vamos abordar dois erros comuns que devem ser evitados quando pensamos em contratar seus serviços.

Erro 1: Pensar somente no preço. 
As possibilidades trazidas pela Internet, representadas através do home broker, vão muito além da simples atitude mercenária. Diversas corretoras cobram preços maiores, mas oferecem ferramentas exclusivas bastante interessantes.

Erro 2: Subestimar a importância dos serviços "extra-Internet". 
Só uma ótima plataforma de home broker não resolve. Preocupe-se com o background técnico dos corretores e administradores da empresa e leve em conta as facilidades oferecidas fora da Internet. Gráficos, análise de risco, carteiras sugeridas, chat e relatórios diários, por exemplo, são alguns extras interessantes que podem ser muito úteis;

Analisando as possibilidades

Depois de apresentar os deslizes cometidos por alguns investidores, sinto-me mais confortável para detalhar meu processo de avaliação de corretoras:

Passo 1: Faça um diagnóstico de sua necessidade. Se você não tem condições de operar lotes, pretende usar o mercado fracionário e(ou) possui pouco capital inicial, nem todas as corretoras poderão atendê-lo. Conheça bem seu perfil, defina e liste as premissas relacionadas para que seu trabalho de busca seja facilitado.

Passo 2: Faça uma seleção de cinco alternativas, usando as premissas do primeiro passo, e descarte todo o resto. Como? Acompanhe o noticiário especializado por alguns dias, repare no histórico de atividade das corretoras e procure investigar, em seus próprios sites, um pouco da história, condições comerciais e ferramentas disponíveis por cada uma delas. Selecione as cinco alternativas que se encaixam dentro de sua expectativa de custos de corretagem, custódia, depósito inicial mínimo etc;

Passo 3: Telefone para as cinco opções. Ligue para o telefone 0800 de cada uma das opções e veja quanto tempo de espera você terá que enfrentar para chegar até um atendente. Se quiser ir mais além, ligue mais de uma vez, em horários e dias diferentes.

Faça algumas perguntas, como:
Como faço para comprar e vender ações? Quanto tempo preciso para poder entrar no mercado e começar a operar? O que é o sistema de home broker e como ele funciona? Quanto custa operar através da sua corretora? O que sua corretora tem que os concorrentes não oferecem? Depois de ouvir algumas respostas você vai entender a razão para tantas perguntas.

Passo 4: Escolha! Agora você já tem uma idéia de como cada uma pode atendê-lo e pode escolher com mais calma. Boa sorte.

Recomendações adicionais 
  • Prefira sistemas que sejam amigáveis e ofereçam ferramentas ao alcance de poucos cliques;
  • Prefira corretoras estabelecidas e com bom histórico de operação também fora da Internet;
  • Prefira corretoras que ofereçam relatórios diários e mensais, assim você pode ver a opinião dos especialistas que contratou;
  • Prefira optar por corretoras que ofereçam test-drive. Experimentar a plataforma pode facilitar sua decisão;
  • Evite basear-se apenas nas recomendações de amigos. Faça a sua análise;
  • Evite ferramentas e sistemas de home broker confusos. Se você não entender sua interface e operação durante o test-drive, caia fora.

Guia de corretoras de ações

A edição de fevereiro/2008 da revista Estadão Investimentos traz um verdadeiro mapa das corretoras brasileiras. Leitura obrigatória para quem pretende seguir esse caminho, a reportagem detalha custos de operação, adicionais, ferramentas e características de 45 corretoras que oferecem home broker. Confira alguns retratos do mercado trazidos pela pesquisa:

Custos e aplicação mínima
  • 87% das corretoras não exigem aplicação mínima;
  • 64% adotam a Tabela Bovespa para os custos de operação;
  • 56% não cobram adicional para atendimento pessoal;
  • 10% não cobram taxa para compra e venda de títulos públicos;
  • 19% não cobram taxa de custódia.
Ferramentas adicionais
  • 40% têm sistema home broker próprio;
  • 24% enviam relatórios setoriais;
  • 50% têm sistema de avaliação de riscos;
  • 42% promovem chats.

Fonte: Dinheirama

Riscos e recomendações ao operar Opções

Risco do Titular (Comprador) da Opção de Compra
 
O risco do titular de uma opção está limitado ao valor pago pelas opções (o prêmio). No entanto, é necessário que o investidor esteja consciente de que ele poderá perder até a totalidade de seu investimento, se o comportamento do preço a vista, após a aquisição das opções e até o seu vencimento, não for favorável à sua posição (as opções são válidas apenas por deter-minado período, ao final do qual expiram).
 
No caso das opções de compra, se o titular permanecer de posse da opção até o vencimento e, nessa data, o preço a vista da ação estiver abaixo do preço de exercício, ele não a exercerá (não seria vantajoso comprar as ações por um preço maior do que o do mercado), nem tampouco conseguirá transferi-la para outro investidor. No jargão do mercado, a opção terá "virado pó" e o investidor terá perdido integralmente a quantia que gastou para adquiri-la.

Opções de Compra que "Viram Pó"
 
Se no vencimento das opções de compra o preço à vista do papel for inferior ao seu preço de exercício, não será vantajoso para o investidor que a possui (o titular) exercê-la. Como as opções expiram (perdem sua validade) na data de vencimento, elas também não terão qualquer valor de negociação, pois não existirão investidores interessados em comprá-las.
 
No jargão de mercado, terão "virado pó". Para o titular das opções de compra nessa condição, isso significa que ele perdeu integralmente o investimento que fez para adquiri-las (o prêmio pago).

Risco na Venda a Descoberto (Lançamento de Opções de Compra) 

O lançamento de opções de compra a descoberto, ou seja, o recebimento de uma quantia em dinheiro (o prêmio) para assumir o compromisso de vender ações, que o investidor não possui, é uma estratégia que envolve um elevado grau de risco.

O titular dessa opção (o investidor que pagou o prêmio para o lançador assumir o compromisso) somente vai exercê-la se isso for interessante para ele, ou seja, se o preço a vista do papel for superior ao preço de exercício da opção. Para o lançador, isso significa que ele será obrigado a adquirir as ações no mercado à vista para entregá-las pelo preço de exercício.

A partir do momento em que a diferença entre o preço a vista e o de exercício for maior que o prêmio recebido, o lançador estará incorrendo em prejuízo, que aumentará de acordo com a valorização da cotação a vista.
Outro aspecto a ser considerado nessa estratégia é que, durante toda a vigência de sua posição, o lançador descoberto estará obrigado a depositar garantias para cobrir os prejuízos potenciais da operação, cujo valor é calculado diariamente.
Também não estão autorizadas operações com opções de venda em decorrência da liquidez restrita destes ativos na BOVESPA.
A venda de ações a descoberto, ou seja, sem posição em custódia, também não será permitida através do sistema HomeBroker desta corretora.

Prazo de Expiração das Opções
 
É importante que o investidor que adquiriu uma opção (o titular) esteja consciente de que seu direito de exercê-la é valido apenas durante seu período de vigência. Após a data de vencimento, a opção expira, perdendo totalmente sua validade.
 
Outro ponto importante a destacar é que na BOVESPA o exercício da opção não é automático, ele deve ser solicitado pelo titular da opção. Isso significa que, mesmo nos casos em que o exercício é claramente vantajoso para o titular, ele somente ocorrerá se for solicitado pelo investidor. Na hipótese de um titular, nessas condições, deixar de solicitar o exercício, a opção vai expirar e o investidor, além de não ter se aproveitado de uma situação vantajosa, ainda perderá integralmente o prêmio pago quando da aquisição das opções.

Código de postagem: CPCBP34A 

Como a taxa Selic afeta a vida do consumidor

A Taxa é usada pelo governo como forma de controlar a inflação.
Selic dá a medida das outras taxas de juros, como cheque especial e financiamentos.


Entendendo melhor a Taxa Selic

O que é a Selic? 
A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível. 

Por que a Selic é importante para a política econômica? 
O governo usa essa taxa como instrumento para controlar a inflação. Se a Selic é alta, há menos dinheiro circulando e menos procura por produtos e serviços à venda. Se a demanda é menor, os preços caem. 

A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros. Quem investe em títulos brasileiros ganha com os juros altos, o que faz entrar mais dinheiro no país. Quanto mais dólares entram no país, menor a cotação dessa moeda por aqui. 

Por que tanta gente reclama dos juros altos? 
Os juros altos diminuem o consumo, o que prejudica as vendas e as empresas. Se as empresas não crescem, há mais desemprego, e a economia encolhe. Além disso, o investimento estrangeiro que entra no país por causa dos juros altos é especulativo. Esse dinheiro pode sair daqui a qualquer momento; é diferente do capital que entra para construir uma fábrica ou melhorar uma empresa. 

E para o consumidor, que diferença isso faz? 
É a Selic que dá a medida das outras taxas de juros usadas no país: do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, da poupança. É a partir dela que os bancos calculam quanto cobrarão de juros para conceder um empréstimo. Quanto menor a Selic, mais "barato" fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo. 

Mas essa relação não é direta. Quando o Banco Central reduz a Selic, essa queda demora a chegar ao consumidor. Isso acontece porque os bancos também cobram, em forma de juros, impostos (IOF), inadimplência, seus custos e seu lucro. Essa diferença entre o que o banco paga ao tomar um empréstimo e o que ele cobra ao conceder um empréstimo é o chamado "spread bancário". 

Também dá para ganhar com a Selic alta? 
Como a Selic também influencia os juros que os bancos pagam quando emprestam dinheiro de alguém, o consumidor também pode ganhar com isso. Em geral, quanto maior a Selic, maior o rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança e CDBs. 


Tipos de Fundos de Investimento


Os fundos de investimentos podem ser agrupados em duas categorias distintas: renda fixa e renda variável. 

Os fundos de renda fixa e ações podem também ser classificados como FIFs (Fundos de Investimento Financeiro) e FACs (Fundo de Aplicação em Cotas), sendo que os FIFs investem os recursos do fundo diretamente na compra de ativos financeiros, enquanto os FACs investem em cotas de outros fundos de investimentos.

Renda Fixa: esses fundos devem aplicar no mínimo 51% de seu patrimônio em títulos de renda fixa (CDBs, debêntures, títulos públicos ou federais) e portanto podem ser pré ou pós-fixados. No máximo 10% do patrimônio do fundo pode estar investido em um único título emitido por uma mesma instituição, ou sociedades a ela coligadas. Além disso, no máximo 20% dos recursos podem ser aplicados em papéis (vários títulos) de uma única instituição, ou sociedades coligadas a elas.
Títulos de renda fixa pré-fixados: são títulos cuja remuneração é fixada no momento da aplicação.
Títulos de renda fica pós fixados: o rendimento desses títulos está ligado ao desempenho de um determinado indicador, portanto você só sabe quanto irá receber no final da aplicação.

Fundos de Renda Fixa
De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID), os fundos de renda fixa podem ser agrupados em três categorias: os referenciados, os não referenciados e os mistos. Essa classificação surgiu para ajudar o investidor a distinguir as diferenças entre o perfil de risco dos títulos de renda fixa.
Referenciados: nesse grupo estão incluídos os fundos cuja estratégia de administração da carteira é passiva, isto é o gestor tenta replicar o retorno de um índice de referência, ou benchmark (CDI, dólar, Ibovespa). No mínimo 95% do patrimônio desses fundos deve estar aplicado em títulos de renda fixa que seguem o desempenho do benchmark, pelo menos 80% do patrimônio deve estar aplicado em títulos federais ou de empresas com baixo risco de crédito, assim como não podem investir em futuros ou derivativos. Dentre os fundos referenciados podemos citar:

Fundos DI: cujo retorno está atrelado à variação do CDI, sendo que a indexação é feita por meio de derivativos financeiros como swaps. Esses fundos têm um perfil bastante conservador e são recomendados em cenários de alta de taxa de juros.

Fundos Cambiais: esses fundos são recomendados para pessoas que querem manter o valor do seu patrimônio constante em dólar, pois em geral aplicam seus recursos em títulos de renda-fixa indexados ao dólar como por exemplo as export notes. Esses fundos são recomendados para pessoas que têm dívidas em dólar, ou que acreditam em um cenário de desvalorização do real.
Não Referenciados: os fundos incluídos nesse grupo não precisam seguir o desempenho de um benchmark específico, e por isso podem aplicar seus recursos em títulos de renda fixa pré ou pós-fixados. Dentre os fundos não referenciados estão incluídos os fundos de renda fixa tradicionais, cujo retorno deve variar em função da estratégia adotada pelo gestor do fundo.

Genéricos: em geral são fundos com um perfil de investimento um pouco mais agressivo do que o dos referenciados e não referenciados, pois têm liberdade para decidir como investir seus recursos. Até 49% do patrimônio do fundo pode estar investido em ações, e as aplicações em derivativos também são permitidas. Vale lembrar, que os derivativos nem sempre tem como objetivo maximizar o retorno; em alguns casos os derivativos são usados apenas para fazer um hedge na carteira do fundo, nesses casos o risco da carteira acaba se reduzindo com o uso de derivativos. Dado o perfil de risco desses fundos, recomenda-se uma análise ainda mais detalhada do estatuto do fundo.

Fundos Derivativos: esses fundos aplicam em ativos de renda fixa pré ou pós-fixados e tendem a investir de forma agressiva em mercados mais sofisticados como futuros, opções e swaps de forma a maximizar o retorno.

Fundos multicarteira: esses fundos investem parte do seu patrimônio em renda fixa e parte em ações, podendo incluir também derivativos.

Fundos FIEX: esses fundos investem seu patrimônio em ativos externos, no mínimo 80% do patrimônio investido em títulos da dívida externa brasileira, e até 20% em qualquer título de crédito negociado no mercado internacional, com um limite de concentração máximo de 10% em títulos de um mesmo emitente.

Fundos de Renda Variável
Esses fundos são mais conhecidos como fundos de ações, e precisam ter pelo menos 51% do seu patrimônio aplicado em títulos de renda variável como ações e não existem restrições quanto ao uso de derivativos. Em geral são recomendados para investidores com um perfil mais agressivo, pois apesar da rentabilidade mais alta, possuem alto risco, possibilidade de altos retornos e também de eventuais perdas. Existem três categorias de fundos de ações: fundos passivos, fundos ativos e setoriais.

Fundos passivos: nesse grupo estão incluídos os fundos cuja estratégia de administração da carteira é passiva, isto é o gestor tenta replicar o retorno de um dos índices de ações, como por exemplo: Ibovespa, IBA, IEE.

Fundos ativos: têm como objetivo atingir uma rentabilidade superior ao de um indexador de referência, e por isso têm uma estratégia de investimento mais agressiva.
Fundos setoriais: esses fundos investem apenas em ações de um setor específico, que pode ser energia, bancos, tecnologia etc.








Código de postagem: CPCBP23A25

Fundos de Investimento


O que é um fundo de investimento?
Os fundos de investimento funcionam como um condomínio de investidores, isso porque como no caso do condomínio de um apartamento os condôminos (ou investidores) centralizam a administração do prédio (ou carteira do fundo) na figura do síndico (ou gestor do fundo). Em um fundo de investimento, o gestor (administrador) do fundo aplica os recursos dos investidores (patrimônio do fundo) de forma a maximizar o retorno e minimizar o risco da carteira do fundo.

Valor da Cota
Assim como no caso de ações, onde o capital da empresa está dividido em várias parcelas (as ações), nos fundos o capital do fundo também está dividido em parcelas: as cotas. Os investidores (ou cotistas) são proprietários de partes da carteira (número de cotas) proporcionais ao dinheiro que investiram no fundo. O valor das cotas é atualizado diariamente, de forma que para saber quanto está valendo o dinheiro que você investiu em fundo específico, você só precisa multiplicar o número de cotas que possui pelo valor da cota no dia.

Composição da Carteira
A composição da carteira de investimentos deve refletir o tipo de fundo (ações, renda fixa, mistos, cambiais etc.) e a estratégia de investimento do gestor. No regulamento do fundo você vai saber mais sobre os objetivos de investimento, rentabilidade, risco, e regras de entrada e saída do fundo de investimento. Nunca deixe de analisar com detalhe os regulamentos do fundo em que está pensando em investir, para evitar surpresas no futuro.
Para escolher o fundo mais adequado é importante que você conheça o seu perfil de investimento (veja nossa seção de Perfil de Investimento para entender qual é o seu). Muitas vezes nos concentramos tanto na rentabilidade que nos esquecemos que retorno e risco andam de mãos dadas, ou seja, em geral os fundos com maior rentabilidade são aqueles de perfil de investimento mais agressivo. O segredo é descobrir qual é o fundo com maior rentabilidade, dentre aqueles que possuem uma estratégia de investimento em linha com o seu perfil como investidor.
O investimento em fundos é indicado para você que não tem certeza qual o melhor ativo para o seu perfil de investidor. Isso porque todos os fundos de investimento refletem uma estratégia específica. Por exemplo, fundos agressivos (indicados para investidores com esse perfil) são fundos que contém na sua carteira investimentos de maior risco, mas também com maior expectativa de retorno.


Quais são as opções de investimento disponíveis?


Existem muitas opções de investimentos disponíveis no mercado financeiro. Entre os diversos tipos de aplicações, podemos destacar duas modalidades: renda fixa e renda variável.

Renda Fixa
É o tipo de investimento onde os riscos são menores e o retorno é relativamente certo, geralmente baseado no recebimento de juros. Esta modalidade de investimento pode estar atrelada a taxas de juros pré-fixadas ou pós-fixadas. As taxas pré-fixadas são previamente definidas (por exemplo, juros de 12% ao ano), enquanto as pós-fixadas são determinadas pelas taxas de juro praticadas no mercado (geralmente seguem as taxas praticadas nas operações interbancárias - DI).

Renda Variável
É o tipo de investimento cuja rentabilidade não pode ser determinada na data da realização do investimento. Uma aplicação é considerada renda variável quando o rendimento desta aplicação é pouco previsível, pois está sujeito a grandes variações de acordo com o mercado. Os investidores muitas vezes optam por aplicações desta natureza buscando rentabilidades mais altas, o que so é possível obter assumindo maiores riscos.

Investimentos em Renda Fixa

Caderneta de Poupança: Aplicação tradicional e conservadora de investimento, cuja rentabilidade é definida pela variação da Taxa Referencial de Juros (TR) mais juros de 6% ao ano. A Caderneta de Poupança tem proporcionado a menor rentabilidade histórica entre todas as opções de investimento em renda fixa. O dinheiro aplicado na poupança é utilizado no financiamento de imóveis, cujos empréstimos rendem juros relativamente baixos. A Caderneta de Poupança é isenta de imposto de renda.

CDBs (Certificados de Depósito Bancário): São títulos de crédito emitidos pelos bancos, que pagam ao investidor uma taxa de juros prefixada ou pós-fixada, por um prazo determinado, que pode variar de 30 dias a 2 anos. Os bancos utilizam estes recursos para conceder empréstimos. As taxas de juros pagas por estes papéis variam de banco para banco, conforme a percepção de risco em relação ao banco emissor. Bancos com problemas financeiros certamente são obrigados a paga taxas mais elevadas para compensar o risco da aplicação. 

Títulos Públicos: São papéis geralmente emitidos pelo Governo Federal, de risco extremamente baixo, e rendimentos diferenciados. A melhor forma de investir nestes títulos é através de Fundos de Investimento em Renda Fixa, já que estes títulos são emitidos através de ofertas públicas das quais participam somente instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

Debêntures: São títulos privados, emitidos por empresas que buscam recursos no mercado, ao invés de recorrer a empréstimos bancários. São papéis de longo prazo e pagam juros aos investidores, embora não tenham nenhum tipo de garantia. Os juros pagos por estes papéis dependem, basicamente, da percepção de risco em relação empresas emissoras. Empresas em dificuldades financeiras tendem a pagar taxas mais altas pela emissão de debêntures.
As debêntures podem ser simples ou conversíveis em ações.
As debêntures simples são papéis de renda fixa tradicionais, que os juros estabelecidos e são resgatados na data do vencimento. 
As debêntures conversíveis em ações podem funcionar como debêntures simples, caso sejam resgatadas ao final do prazo estabelecido, ou ainda como um título de renda fixa e variável. Neste caso, funcionaria como um título de renda fixa, pagando juros até a data de vencimento, podendo ser convertidas em ações da empresa, após o vencimento, quando se tornaria um título de renda variável.

Fundos de Renda Fixa: Fundos são uma espécie de "consórcio" entre investidores para alocação de recursos no mercado financeiro. Estes Fundos de Investimento Financeiro (FIFs) são administrados por um gestor ligado a uma instituição financeira, que por sua vez, é responsável pela alocação dos recursos dos cotistas, ou melhor, dos investidores que adquiriram cotas do fundo. Os Fundos de Renda Fixa, sejam eles pré ou pós fixados, alocam os recursos dos cotistas, fundamentalmente, em aplicações de renda fixa variadas (CDBs, debêntures, títulos públicos, etc.). Os Fundos de Renda Fixa pós-fixados são atualmente as aplicações mais populares e seguras de investimento. 

Investimentos em Renda Variável

Ações: São títulos nominativos negociáveis, que representam uma fração do capital social de uma empresa. As empresas emitem ações visando captar recursos para seus investimentos. O investidor não tem nenhuma garantia ou retorno garantido sobre seus investimentos em ações. O preço de uma ação sobe ou desce em função da percepção do mercado em relação às perspectivas futuras da empresa. Trata-se de uma aplicação de risco.

Derivativos: São operações relativamente sofisticadas, que "derivam" dos ativos negociados no mercado à vista. Contratos futuros e opções de ativos como ações, dólar, juros e commodities agrícolas são exemplos de operações com opções. Este tipo de investimento está acessível ao investidor individual através de Fundos de Investimento.

Opções: Opções são contratos negociados em Bolsa de Valores, que concedem a seu titular o direito de negociar algo em certa data por determinado preço. Vale salientar que o titular de uma opção tem o direito de comprar ou vender; esse direito, porém, não precisa ser exercido. Uma Opção de Compra garante ao seu titular o direito de comprar um ativo até determinada data por certo preço. Uma Opção de Venda garante ao seu titular o direito de vender um ativo em determinada data por certo preço. 

Fundos de Ações: São fundos cuja carteira seja composta por mais de 51% em ações. Existem vários tipos de Fundos de Ações como os indexados ao Índice Bovespa, ou ainda os setoriais. 

Fundos Multicarteira: carteiras administradas compostas por aplicações de renda fixa e variável. Conforme a proporção dos ativos alocados em seu portifólio, podem ser mais conservadores ou agressivos.

Fundos de Derivativos: São fundos que operam em diversos mercados e têm contratos futuros e opções em sua carteira. Geralmente, são fundos bastante agressivos, e de alto risco. Também conhecidos como Hedge Funds.

Dólar: Opção de investimento geralmente utilizada como proteção do capital contra desvalorizações da moeda, embora possa apresentar rentabilidade negativa em períodos onde haja queda nas cotações da moeda americana em relação ao real. Os Fundo Cambiais são as opções mais acessíveis para investir em dólar.

Ouro: Sinônimo de reserva de valor, o ativo tem despertado cada vez menos interesse dos investidores, principalmente na última década.

Código de postagem: CPCBP21A4

Como se ganha dinheiro no Mercado de Ações?

Rentabilidade do Investimento em Ações

Para ganhar dinheiro em ações você precisa "comprar ações antes que outros investidores queiram comprá-la e vendê-la antes que outros investidores resolvam vendê-la". Pode não parecer, mas é mais fácil do que parece! Para isso você precisa entender os fatores determinantes da rentabilidade de uma ação e se antecipar ao mercado. 

O principal determinante da rentabilidade das ações é o comportamento do preço do papel. O preço das ações é influenciado por uma série de variáveis, que podem ser agrupadas em quatro grupos básicos:

Macroeconômicas 
Setoriais 
Mercado 
Desempenho da empresa.

Variáveis Macroeconômicas 
Abaixo listamos alguns exemplos de variáveis macroeconômicas o impacto que elas têm no mercado de ações:
Taxa de crescimento da economia - Maior crescimento de forma geral leva a maior lucro e alta no preço das ações. 
Taxa de juros - Em geral juros maiores aumentam a rentabilidade da renda fixa, que "concorre" com as ações como alternativa de investimento, além do efeito sobre o balanço das empresas. 

Mercado Externo - Além dos efeitos diretos sobre a economia brasileira, qualquer alteração no mercado externo afeta diretamente o mercado de ações brasileiro já que parte dos compradores de ações brasileiras são estrangeiros, quanto mais compradores maior pressão de alta no preço dos ativos e vice-versa. 

Variáveis setoriais 
Definem eventos que afetam especificamente o setor de atividades em que a empresa atua. Para facilita o entendimento usamos o setor de papel e celulose como exemplo. 
Um aumento no preço internacional da celulose do papel afeta positivamente as ações do setor (aumento de receitas e lucro potencial). Outras variáveis são possíveis inovações tecnológicas (por exemplo, um processo produtivo mais eficiente), mudanças nos preços de matérias primas, mudança no perfil dos concorrentes internacionais, mudanças na legislação, etc. 

Variáveis de Mercado 
Outros fatores que influenciam o preço das ações são alterações específicas nas condições de compra e venda de ações. 
Dentre os principais fatores podemos citar: a) Impostos (ex. maiores impostos sobre aplicações em ações podem desencorajar esta forma de investimento, consequentemente afetando os preços) e b) Mudanças nas regras de investimento dos investidores institucionais (ex. fundos de investimento, fundos de pensão, companhias de seguro). 

Desempenho da Empresa 
Além dos elementos que influenciam a situação financeira da empresa (mudanças de preços dos produtos produzidos e de matérias primas, aumento ou redução no endividamento, etc.), é importante observar mudanças na perspectiva de novo negócios (tais como novos contratos, aquisições de outras empresas, busca de parceiros, etc.) e alterações na estrutura acionária. 

Outras Variáveis que Afetam Rentabilidade 
Além do preço da ação, a rentabilidade de um investimento no mercado acionário também depende de outras variáveis, sobretudo do nível de dividendos, bonificações, tributação e corretagem. 

Dividendos 
Quando uma empresa paga dividendos, ela está distribuindo aos acionistas parte do seu lucro no período. Se a empresa anuncia um dividendo de R$ 2 reais por ações e você tiver 1.000 ações, você receberá R$ 2.000 em dinheiro, que será enviado a sua conta ou estará disponível para pagamento ao acionista no banco depositário ou na empresa, caso as ações não se encontrem em custódia. 
Em geral o valor do dividendo é variável, dependendo do resultado da empresa no período e da política interna de dividendos de cada empresa. Algumas empresas (em geral as maiores e mais estabelecidas no mercado) preferem pagar dividendos mais altos; enquanto outras decidem reinvestir na empresa a maior parte dos lucros gerados. A periodicidade de pagamento dos dividendos também não é definida e pode ser trimestral, semestral ou anual. 

Bonificação 
Quando uma empresa faz um aumento de capital, mediante a incorporação de reservas e lucros, algumas ações são distribuídas gratuitamente para os seus acionistas, em número proporcional às já possuídas. Isso não implica em alteração patrimonial, pois o preço em bolsa é reajustado proporcionalmente. 

Subscrição 
Em geral, quando uma empresa faz um aumento de capital, os acionistas têm direito de preferência na aquisição de um novo lote de ações - em quantidade proporcional às possuídas. Os acionistas podem transferir o direito de subscrição a terceiros, através de venda desse direito na Bolsa. 

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Os Riscos de Investir em Ações

Entenda os Riscos de Investir em Ações.

Existem dois grandes tipos de risco no investimento em ações: Risco da Empresa Emitente e Risco do Mercado

1 - O Risco da Empresa depende da sua capacidade financeira e da atratividade econômica do seu negócio. Esse risco pode ser identificado por:

Risco Econômico - Está diretamente ligado à atividade da empresa e às características do mercado no qual atua. Relaciona-se à possibilidade da empresa não atingir os resultados esperados. Ex: concorrência, evolução tecnológica, qualidade, etc.;
Risco Financeiro - refere-se ao endividamento da empresa, ou seja, à sua capacidade de honrar compromissos financeiros. Empresas com reduzido nível de endividamento apresentam baixo nível de risco financeiro e vice-versa.

2 - O Risco de Mercado - Diz respeito às variações imprevistas no comportamento do mercado, determinadas, principalmente, por mudanças ocorridas na economia. Pode ser identificado por:

Risco de liquidez - Decorrente da falta de contraparte para negociar a quantidade desejada de uma posição, ou falta de interesse do mercado em negociá-la, afetando de forma anormal o valor das ações; 

Risco de preço da ação - Este risco está diretamente ligado à variação constante no preço das Ações negociadas na Bolsa, podendo sofrer quedas bruscas que refletem tão somente o comportamento do Mercado. Na hora de investir em ações, você precisa conhecer as duas escolas que estudam detalhadamente o mercado para orientá-lo na tomada de decisão, bem como a hora de 'entrar' ou 'sair' dele, para evitar perdas com a queda do Mercado.

Na hora de investir em ações, você precisa conhecer as duas escolas que estudam detalhadamente o Mercado e orientam a tomada de decisão:

a) Escola de Análise Fundamentalista
b) Escola de Análise Técnica

Dependendo do seu objetivo de investimento, você poderá dar maior ou menor enfoque aos indicadores de uma ou de outra escola.
No caso de investimentos a longo prazo, os princípios da Análise Fundamentalista são privilegiados, pois o investimento está sendo feito na empresa, aposta-se em seu crescimento e prosperidade. As flutuações diárias nos preços não são a tônica desta escola. Quando se trata de investimentos de curto prazo, em geral valoriza-se a Análise Gráfica. Os adeptos desta linha de análise têm interesse pelas altas e baixas do mercado e as tendências de preços das ações, procurando ganhar nas flutuações.

Se você seguir continuamente as recomendações das duas escolas, aliado a uma boa dose de bom senso, suas chances de sucesso serão certamente maiores. Embora nenhum método de escolha de ações seja infalível, historicamente o retorno de aplicações em renda variável, a médio/longo prazo, supera o dos investimentos em renda fixa.
Não se esqueça que tão importante quanto o momento da compra ou da venda é o acompanhamento constante de sua carteira de ações. Para tanto, é recomendável que você siga algumas orientações básicas:

disciplina;
atenção às conjunturas nacionais e internacionais;
tomadas de decisão conscientes e não por impulso ou ao sabor de "dicas";
investir com regularidade, se possível, todo mês;
reinvestir lucros e rendimentos;
comprar ações de empresas com perspectivas de crescimento;
investir em empresas e setores diversificados


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