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Entenda os Códigos de Negociação de ações

Quais são os principais tipos de ações? 


Basicamente há dois tipos de ações: as ordinárias e as preferenciais. As ordinárias, simbolizadas pela sigla ON, concedem aos acionistas o direito de voto nas assembleias, bem como a participação não preferencial nos resultados da empresa.




Por outro lado, as ações preferenciais, simbolizadas pela sigla PN, dão prioridade aos acionistas no recebimento de dividendos ou no reembolso do capital. No entanto, não concedem o direito de voto nas assembleias. Há também as ações preferenciais classes A, B, C e D, que são simbolizadas pelas siglas PNA, PNB, PNC e PND, respectivamente.

Para saber as características de cada classe é necessário olhar o estatuto da empresa. Isto porque cada empresa trata as classes de uma maneira específica.

E como as ações são negociadas?

As ações são negociadas na Bolsa de Valores através de códigos. Estes códigos possuem 4 letras maiúsculas que costumam representar o nome da empresa. Exemplo: BVMF3 – ações da BMF Bovespa; PETR4 – ações da Petrobrás e BBDC4 – ações do Banco Bradesco.

Após as letras há um número que representa o tipo de ação que está sendo negociado. Você sabe o significado de cada número? Começarei pelos principais números e depois abordarei o significado dos demais.




3 – O número 3 representa as ações ordinárias de uma empresa. Um exemplo é o código VALE3, referente à ação ordinária da Vale.

4 – O número 4 representa as ações preferenciais de uma empresa. Um exemplo é o código GGBR4, referente à ação preferencial da Gerdau.

5 – O número 5 representa as ações preferenciais classe A de uma empresa. Um exemplo é o código USIM5, referente à ação preferencial classe A da Usiminas.

6 – O número 6 representa as ações preferenciais classe B de uma empresa. Um exemplo é o código ELET6, referente à ação preferencial classe B da Eletrobrás.

11 – Não há uma regra específica para a ação negociada com o número 11. Geralmente este número representa os recibos de ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa brasileira, os chamados BDRs (Brazilian Deposits Receipts). Além disso, o 11 também representa as Units, que são ativos compostos por mais de um tipo de ação, bem como os fundos de índices, conhecido como ETFs – Exchange Traded Funds.

Por exemplo: o código SANB11 é uma Unit composta por 55 ações ordinárias (SANB3) e 50 preferenciais (SANB4). Já o código BOVA11 é uma fundo (ETF) que representa o índice Bovespa.

Códigos menos frequentes

Agora abordarei outros códigos que não costumam ser negociados com muita frequência.




1 – O número 1 é do ativo que representa o direito de subscrição de uma ação ordinária. Um exemplo é o código PETR1, referente ao direito de subscrição da ação ordinária da Petrobrás (PETR3).

2 – O número 2 é do ativo que representa o direito de subscrição de uma ação preferencial. Um exemplo é o código BBDC2, referente ao direito de subscrição da ação preferencial do Banco Bradesco (BBDC4).

Quando uma empresa lança novas ações ao mercado proveniente do aumento de capital, ela concede aos seus acionistas o direito subscrição. Para saber mais a respeito, recomendo assistir ao vídeo de aprendizado sobre subscrição.

7, 8 – Os número 7 e 8 representam respectivamente as ações preferenciais classe C e D de uma empresa. Não é muito comum encontrar ações usando estes números em seus códigos.

9, 10 – Os número 9 e 10 representam respectivamente os recibos de subscrição das ações ordinárias e preferenciais.

Mercado fracionário

É importante ressaltar que para negociar ações no mercado fracionário, onde são negociadas frações de lotes padrão, basta acrescentar a letra F depois do número.

Por exemplo, caso queira comprar ações preferenciais da Petrobrás no mercado fracionário, basta usar o código PETR4F. No caso das ações ordinárias da BMF Bovespa o código no fracionário é BVMF3F.

Assista o vídeo para melhor esclarecer

Fonte:
Texto e vídeo: Dalton Vieira

Operar com Opções

Opções são contratos negociados em Bolsa de Valores, que concedem a seu titular o direito de negociar algo em certa data por determinado preço. Vale salientar que o titular de uma opção tem o direito de fazer algo; esse direito, porém, não precisa ser exercido.
A Opção de Compra garante ao seu titular o direito de comprar um ativo (ação-base) em determinada data por certo preço.
A Opção de Venda garante ao seu titular o direito de vender um ativo em determinada data por certo preço.
Ação-Base é o ativo da qual a opção é derivada.

Vencimento e Exercício de Opções
As opções, ao contrário das ações, têm um prazo para negociação.O prazo final para negociação é conhecido como data de vencimento ou data de exercício. Essa data corresponde ao prazo final para exercício da opção. Após esta data, as opções não exercidas perdem o seu valor.
O exercício da opção é o momento em que o investidor opta por negociar a ação da qual possui uma opção, pelo preço especificado. É importante frisar que.
Os exercícios acontecem mensalmente, na primeira segunda-feira após o dia 15.

Preço de Exercício e Prêmio
O preço especificado no contrato, que corresponde ao valor a ser pago pelo ativo caso a opção seja exercida é conhecido como preço de exercício. Uma opção de compra de TELEMAR PN a 34, tem preço de exercício de R$ 34,00. O valor pelo qual a opção é negociada (a cotação da opção) é chamado de prêmio.

Operando com Opções de Compra
Há duas pontas em cada contrato de opção. Numa delas o investidor assume a posição comprada, ou seja, compra a opção; na outra está o investidor que assume a posição vendida (isto é, vende ou lança a opção).
O investidor que compra a opção garante o direito de comprar o ativo até determinada data por certo preço, enquanto o lançador (vendedor) de uma opção recebe o dinheiro do prêmio, mas se compromete a vender a quantidade específica de um ativo até determinada data pelo preço estabelecido.
Na prática, o comprador toma o risco, já que se o valor da opção não superar o preço do ativo-base na data do vencimento da opção, a opção perde o seu valor. O lançador, por sua vez, toma uma posição defensiva, ou seja, garante a venda no ativo a determinado preço, e lucro o valor do prêmio da opção caso o preço da ação-base apresente queda.

Exemplo de Opção de Compra
Um investidor compra 1milhão opções de Telemar (TNLP4E34), com preço de exercício R$34,00 por ação e data de vencimento 19/05/2012. O prêmio é de R$0,90 por ação e o preço atual da ação (TNLP4) é R$33,00 por ação.
Para facilitar o exemplo, estamos desconsiderando os custos operacionais, que correspondem à taxa de corretagem, os emolumentos e ainda a taxa de registro, que representa um custo de 0,10% sobre o valor financeiro da opção.
Conseqüentemente, o investidor esta pagando R$900,00 pela opção de comprar 1milhão de ações da empresa Telemar a R$34,00 por ação, o que significaria mais R$34.000,00, caso fosse exercida a opção.
Se até a data de vencimento o preço da ação estiver acima de R$34,00, atingindo por exemplo R$36,00, o investidor deverá exercer a opção, já que os valores do prêmio e do exercício da opção de compra somam R$34.900,00, enquanto a venda dos 1milhão de ações no mercado representaria R$36.000,00 ou melhor R$1.100,00 de lucro.
Caso a ação estivesse cotada a valores inferiores a R$34,00 o investidor deveria optar por não exercer a opção, perdendo o investimento correspondente ao prêmio.
Para a ação cotada entre R$34,00 e R$35,00 o investidor deverá analisar os custos operacionais envolvidos. Entretanto, na prática ocorre que poucos investidores acabam exercendo as opções, já que à medida que sobe a cotação da ação, o prêmio da opção tende a subir consideravelmente, tornando a venda da opção bastante atrativa. Voltando ao nosso exemplo, caso o preço da ação atingisse R$37,00 e estivéssemos bastante próximos ao vencimento, o prêmio da opção estaria cotado, no mínimo, a valores próximos de R$3,00, representando aproximadamente 230% de lucro.

Lançando Opções de Compra Cobertas
Lançar (vender) opções de compra significa se comprometer a vender uma quantidade específica de um ativo, até determinada data, pelo preço estabelecido. PARA LANÇAR UMA OPÇÃO DE COMPRA É NECESSÁRIO POSSUIR QUANTIDADE EQUIVALENTE DA AÇÃO-BASE EM CUSTÓDIA.
Trata-se de uma operação defensiva e de menor risco, já que na pior das hipóteses o investidor tem que vender as ações abaixo de seu valor de mercado. De qualquer forma o lançador recebe o crédito do valor do prêmio no momento do lançamento.
Em resumo, se a ação subir além do preço de exercício da opção o investidor deverá vender as ações no preço de exercício, pois a opção deverá ser exercida pelo comprador. O investidor estaria vendendo suas ações a um preço abaixo do valor de mercado, embora tenha a compensação do prêmio. Caso a ação caia abaixo do preço de exercício, o comprador não deverá exercer a opção, e portanto lançador não venderá suas ações pelo preço de exercício, e ainda teria o crédito do prêmio no momento do lançamento.
O lançador de uma opção pode encerrar sua posição através de uma ordem de compra da mesma opção.

Liquidez e Lotes de Negociação
A liquidez do ativo é um aspecto a ser considerado ao negociar opções. EVITE COMPRAR OPÇÕES COM POUCA LIQUIDEZ, pois as opções são negociadas apenas por um determinado período. A dificuldade em vender o papel pode representar a perda do valor investido.
Não existe mercado fracionário para operações com opções. Sendo assim, é necessário enviar ordens em quantidade igual ou múltipla do lote padrão.

Perguntas Frequentes

1. O que são opções?
Opções são contratos negociados em Bolsa de Valores, que concedem a seu titular o direito de negociar algo, até certa data, por determinado preço. Vale salientar que o titular de uma opção tem o direito de fazer algo; esse direito, porém, não precisa ser exercido.

2. Qual o risco dos investimentos em opções?
O risco das operações com opções é bastante alto. Além de ser um mercado bastante volátil, sujeito a grandes oscilações de preço, as opções pedem perder o seu valor, após a data de vencimento.

3. Posso operar com opções de venda?
Não, devido a pouca liquidez destas opções.

4. Como funciona o exercício de opções?
Toda terceira segunda-feira, acontece o vencimento das opções. Neste dia somente são permitidos encerramento de posições compradas ou vendidas e o exercício de opções. Nesta data o investidor decide se exercerá ou não as opções.

5. As opções vencem?
Sim. As opções expiram (perdem o seu valor) após a data de vencimento, caso não sejam exercidas.

6. O que é lançar uma opção?
Lançar uma opção significa assumir uma posição de proteção. A operação permite garantir o preço de venda de uma ação (preço de exercício). Para efetuar o lançamento basta vender uma opção sem que a tenha comprado antes.

Tabela do código alfabético para e mês de vencimento:
A
Janeiro
B
Fevareiro
C
Março
D
Abril
E
Maio
F
Junho
G
Julho
H
Agosto
I
Setembro
J
Outubro
K
Novembro
L
Dezembro

Como a taxa Selic afeta a vida do consumidor

A Taxa é usada pelo governo como forma de controlar a inflação.
Selic dá a medida das outras taxas de juros, como cheque especial e financiamentos.


Entendendo melhor a Taxa Selic

O que é a Selic? 
A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível. 

Por que a Selic é importante para a política econômica? 
O governo usa essa taxa como instrumento para controlar a inflação. Se a Selic é alta, há menos dinheiro circulando e menos procura por produtos e serviços à venda. Se a demanda é menor, os preços caem. 

A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros. Quem investe em títulos brasileiros ganha com os juros altos, o que faz entrar mais dinheiro no país. Quanto mais dólares entram no país, menor a cotação dessa moeda por aqui. 

Por que tanta gente reclama dos juros altos? 
Os juros altos diminuem o consumo, o que prejudica as vendas e as empresas. Se as empresas não crescem, há mais desemprego, e a economia encolhe. Além disso, o investimento estrangeiro que entra no país por causa dos juros altos é especulativo. Esse dinheiro pode sair daqui a qualquer momento; é diferente do capital que entra para construir uma fábrica ou melhorar uma empresa. 

E para o consumidor, que diferença isso faz? 
É a Selic que dá a medida das outras taxas de juros usadas no país: do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, da poupança. É a partir dela que os bancos calculam quanto cobrarão de juros para conceder um empréstimo. Quanto menor a Selic, mais "barato" fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo. 

Mas essa relação não é direta. Quando o Banco Central reduz a Selic, essa queda demora a chegar ao consumidor. Isso acontece porque os bancos também cobram, em forma de juros, impostos (IOF), inadimplência, seus custos e seu lucro. Essa diferença entre o que o banco paga ao tomar um empréstimo e o que ele cobra ao conceder um empréstimo é o chamado "spread bancário". 

Também dá para ganhar com a Selic alta? 
Como a Selic também influencia os juros que os bancos pagam quando emprestam dinheiro de alguém, o consumidor também pode ganhar com isso. Em geral, quanto maior a Selic, maior o rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança e CDBs. 


O que é SELIC


O Selic - Sistema Especial de Liquidação e Custódia foi criado em 1979 para reunir, num único ambiente, o registro de custódia com a liquidação financeira das operações com títulos públicos. Até então, os títulos, que já eram emitidos em forma escritural desde 1978, ficavam custodiados no sistema de custódia on-line da antiga Gedip - Gerência da Dívida Pública do Banco Central. A liquidação das operações com títulos públicos era feita através de emissão de cheques, ocasionando um grande risco para o sistema na hipótese de um cheque ser devolvido. A partir da operacionalização do Selic, com a custódia e a liquidação integradas, o risco passou a ser muito menor e o mercado aberto no Brasil passou por um processo de grande desenvolvimento e rápida expansão.

O Selic é administrado pelo DEMAB - Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central. Através dele, os títulos são registrados em contas de custódia dos participantes autorizados, que são as instituições financeiras e algumas categorias de investidores institucionais.
Quando os participantes negociam entre si, os detalhes da operação são lançados no sistema mediante duplo comando, ou seja, tanto o comprador como o vendedor informam os dados da operação que, se idênticos entre si, são considerados como a confirmação da operação, dando início aos procedimentos de liquidação física e financeira correspondentes. A liquidação física é feita mediante o lançamento de débitos e créditos nas contas de custódia escritural mantidas pelos participantes no sistema. A liquidação financeira é efetuada diretamente na conta de reservas bancárias mantidas no Banco Central pelos bancos liquidantes dos respectivos participantes. Além disso, o sistema processa as operações de resgate e pagamento de juros.

Leia também: Como a taxa Selic afeta a vida do consumidor

O que é o COPOM

O COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central é responsável pelo estabelecimento da taxa de juros básica do mercado, que é a chamada taxa Selic, que representa a taxa básica de juros na economia nacional. Este Comitê, que se reúne mensalmente, é formado pelo Presidente do Banco Central, seus diretores e os chefes de alguns departamentos específicos. Em suas reuniões, os membros do COPOM analisam os fatores relacionados com nível de atividade, estabilidade de preços, a conjuntura internacional e outras variáveis econômicas de relevância e decidem o nível da taxa básica de juros da economia. Estabelece-se uma taxa meta para a taxa Selic e a mesa de operações do Banco Central procura atuar no dia a dia para que essa taxa meta seja atingida.

De modo a dar maior previsibilidade à evolução das taxas de juros no futuro próximo, e com isso reduzir as incertezas e as volatilidades a elas associadas, que é prejudicial para a economia como um todo, o COPOM também emite, a cada reunião, uma indicação em relação ao comportamento dos juros no período que vai até a sua próxima reunião, que é o chamado viés. Um viés de baixa permite que o presidente do Banco Central determine uma redução na taxa de juros básica se ele julgar necessário. Um viés de alta, ao contrário, indica uma provável elevação na taxa de juros. Finalmente, um viés neutro indica que o Banco Central manterá as taxas inalteradas até a próxima reunião do COPOM.



Tipos de Fundos de Investimento


Os fundos de investimentos podem ser agrupados em duas categorias distintas: renda fixa e renda variável. 

Os fundos de renda fixa e ações podem também ser classificados como FIFs (Fundos de Investimento Financeiro) e FACs (Fundo de Aplicação em Cotas), sendo que os FIFs investem os recursos do fundo diretamente na compra de ativos financeiros, enquanto os FACs investem em cotas de outros fundos de investimentos.

Renda Fixa: esses fundos devem aplicar no mínimo 51% de seu patrimônio em títulos de renda fixa (CDBs, debêntures, títulos públicos ou federais) e portanto podem ser pré ou pós-fixados. No máximo 10% do patrimônio do fundo pode estar investido em um único título emitido por uma mesma instituição, ou sociedades a ela coligadas. Além disso, no máximo 20% dos recursos podem ser aplicados em papéis (vários títulos) de uma única instituição, ou sociedades coligadas a elas.
Títulos de renda fixa pré-fixados: são títulos cuja remuneração é fixada no momento da aplicação.
Títulos de renda fica pós fixados: o rendimento desses títulos está ligado ao desempenho de um determinado indicador, portanto você só sabe quanto irá receber no final da aplicação.

Fundos de Renda Fixa
De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID), os fundos de renda fixa podem ser agrupados em três categorias: os referenciados, os não referenciados e os mistos. Essa classificação surgiu para ajudar o investidor a distinguir as diferenças entre o perfil de risco dos títulos de renda fixa.
Referenciados: nesse grupo estão incluídos os fundos cuja estratégia de administração da carteira é passiva, isto é o gestor tenta replicar o retorno de um índice de referência, ou benchmark (CDI, dólar, Ibovespa). No mínimo 95% do patrimônio desses fundos deve estar aplicado em títulos de renda fixa que seguem o desempenho do benchmark, pelo menos 80% do patrimônio deve estar aplicado em títulos federais ou de empresas com baixo risco de crédito, assim como não podem investir em futuros ou derivativos. Dentre os fundos referenciados podemos citar:

Fundos DI: cujo retorno está atrelado à variação do CDI, sendo que a indexação é feita por meio de derivativos financeiros como swaps. Esses fundos têm um perfil bastante conservador e são recomendados em cenários de alta de taxa de juros.

Fundos Cambiais: esses fundos são recomendados para pessoas que querem manter o valor do seu patrimônio constante em dólar, pois em geral aplicam seus recursos em títulos de renda-fixa indexados ao dólar como por exemplo as export notes. Esses fundos são recomendados para pessoas que têm dívidas em dólar, ou que acreditam em um cenário de desvalorização do real.
Não Referenciados: os fundos incluídos nesse grupo não precisam seguir o desempenho de um benchmark específico, e por isso podem aplicar seus recursos em títulos de renda fixa pré ou pós-fixados. Dentre os fundos não referenciados estão incluídos os fundos de renda fixa tradicionais, cujo retorno deve variar em função da estratégia adotada pelo gestor do fundo.

Genéricos: em geral são fundos com um perfil de investimento um pouco mais agressivo do que o dos referenciados e não referenciados, pois têm liberdade para decidir como investir seus recursos. Até 49% do patrimônio do fundo pode estar investido em ações, e as aplicações em derivativos também são permitidas. Vale lembrar, que os derivativos nem sempre tem como objetivo maximizar o retorno; em alguns casos os derivativos são usados apenas para fazer um hedge na carteira do fundo, nesses casos o risco da carteira acaba se reduzindo com o uso de derivativos. Dado o perfil de risco desses fundos, recomenda-se uma análise ainda mais detalhada do estatuto do fundo.

Fundos Derivativos: esses fundos aplicam em ativos de renda fixa pré ou pós-fixados e tendem a investir de forma agressiva em mercados mais sofisticados como futuros, opções e swaps de forma a maximizar o retorno.

Fundos multicarteira: esses fundos investem parte do seu patrimônio em renda fixa e parte em ações, podendo incluir também derivativos.

Fundos FIEX: esses fundos investem seu patrimônio em ativos externos, no mínimo 80% do patrimônio investido em títulos da dívida externa brasileira, e até 20% em qualquer título de crédito negociado no mercado internacional, com um limite de concentração máximo de 10% em títulos de um mesmo emitente.

Fundos de Renda Variável
Esses fundos são mais conhecidos como fundos de ações, e precisam ter pelo menos 51% do seu patrimônio aplicado em títulos de renda variável como ações e não existem restrições quanto ao uso de derivativos. Em geral são recomendados para investidores com um perfil mais agressivo, pois apesar da rentabilidade mais alta, possuem alto risco, possibilidade de altos retornos e também de eventuais perdas. Existem três categorias de fundos de ações: fundos passivos, fundos ativos e setoriais.

Fundos passivos: nesse grupo estão incluídos os fundos cuja estratégia de administração da carteira é passiva, isto é o gestor tenta replicar o retorno de um dos índices de ações, como por exemplo: Ibovespa, IBA, IEE.

Fundos ativos: têm como objetivo atingir uma rentabilidade superior ao de um indexador de referência, e por isso têm uma estratégia de investimento mais agressiva.
Fundos setoriais: esses fundos investem apenas em ações de um setor específico, que pode ser energia, bancos, tecnologia etc.








Código de postagem: CPCBP23A25

Fundos de Investimento


O que é um fundo de investimento?
Os fundos de investimento funcionam como um condomínio de investidores, isso porque como no caso do condomínio de um apartamento os condôminos (ou investidores) centralizam a administração do prédio (ou carteira do fundo) na figura do síndico (ou gestor do fundo). Em um fundo de investimento, o gestor (administrador) do fundo aplica os recursos dos investidores (patrimônio do fundo) de forma a maximizar o retorno e minimizar o risco da carteira do fundo.

Valor da Cota
Assim como no caso de ações, onde o capital da empresa está dividido em várias parcelas (as ações), nos fundos o capital do fundo também está dividido em parcelas: as cotas. Os investidores (ou cotistas) são proprietários de partes da carteira (número de cotas) proporcionais ao dinheiro que investiram no fundo. O valor das cotas é atualizado diariamente, de forma que para saber quanto está valendo o dinheiro que você investiu em fundo específico, você só precisa multiplicar o número de cotas que possui pelo valor da cota no dia.

Composição da Carteira
A composição da carteira de investimentos deve refletir o tipo de fundo (ações, renda fixa, mistos, cambiais etc.) e a estratégia de investimento do gestor. No regulamento do fundo você vai saber mais sobre os objetivos de investimento, rentabilidade, risco, e regras de entrada e saída do fundo de investimento. Nunca deixe de analisar com detalhe os regulamentos do fundo em que está pensando em investir, para evitar surpresas no futuro.
Para escolher o fundo mais adequado é importante que você conheça o seu perfil de investimento (veja nossa seção de Perfil de Investimento para entender qual é o seu). Muitas vezes nos concentramos tanto na rentabilidade que nos esquecemos que retorno e risco andam de mãos dadas, ou seja, em geral os fundos com maior rentabilidade são aqueles de perfil de investimento mais agressivo. O segredo é descobrir qual é o fundo com maior rentabilidade, dentre aqueles que possuem uma estratégia de investimento em linha com o seu perfil como investidor.
O investimento em fundos é indicado para você que não tem certeza qual o melhor ativo para o seu perfil de investidor. Isso porque todos os fundos de investimento refletem uma estratégia específica. Por exemplo, fundos agressivos (indicados para investidores com esse perfil) são fundos que contém na sua carteira investimentos de maior risco, mas também com maior expectativa de retorno.


Quais são as opções de investimento disponíveis?


Existem muitas opções de investimentos disponíveis no mercado financeiro. Entre os diversos tipos de aplicações, podemos destacar duas modalidades: renda fixa e renda variável.

Renda Fixa
É o tipo de investimento onde os riscos são menores e o retorno é relativamente certo, geralmente baseado no recebimento de juros. Esta modalidade de investimento pode estar atrelada a taxas de juros pré-fixadas ou pós-fixadas. As taxas pré-fixadas são previamente definidas (por exemplo, juros de 12% ao ano), enquanto as pós-fixadas são determinadas pelas taxas de juro praticadas no mercado (geralmente seguem as taxas praticadas nas operações interbancárias - DI).

Renda Variável
É o tipo de investimento cuja rentabilidade não pode ser determinada na data da realização do investimento. Uma aplicação é considerada renda variável quando o rendimento desta aplicação é pouco previsível, pois está sujeito a grandes variações de acordo com o mercado. Os investidores muitas vezes optam por aplicações desta natureza buscando rentabilidades mais altas, o que so é possível obter assumindo maiores riscos.

Investimentos em Renda Fixa

Caderneta de Poupança: Aplicação tradicional e conservadora de investimento, cuja rentabilidade é definida pela variação da Taxa Referencial de Juros (TR) mais juros de 6% ao ano. A Caderneta de Poupança tem proporcionado a menor rentabilidade histórica entre todas as opções de investimento em renda fixa. O dinheiro aplicado na poupança é utilizado no financiamento de imóveis, cujos empréstimos rendem juros relativamente baixos. A Caderneta de Poupança é isenta de imposto de renda.

CDBs (Certificados de Depósito Bancário): São títulos de crédito emitidos pelos bancos, que pagam ao investidor uma taxa de juros prefixada ou pós-fixada, por um prazo determinado, que pode variar de 30 dias a 2 anos. Os bancos utilizam estes recursos para conceder empréstimos. As taxas de juros pagas por estes papéis variam de banco para banco, conforme a percepção de risco em relação ao banco emissor. Bancos com problemas financeiros certamente são obrigados a paga taxas mais elevadas para compensar o risco da aplicação. 

Títulos Públicos: São papéis geralmente emitidos pelo Governo Federal, de risco extremamente baixo, e rendimentos diferenciados. A melhor forma de investir nestes títulos é através de Fundos de Investimento em Renda Fixa, já que estes títulos são emitidos através de ofertas públicas das quais participam somente instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

Debêntures: São títulos privados, emitidos por empresas que buscam recursos no mercado, ao invés de recorrer a empréstimos bancários. São papéis de longo prazo e pagam juros aos investidores, embora não tenham nenhum tipo de garantia. Os juros pagos por estes papéis dependem, basicamente, da percepção de risco em relação empresas emissoras. Empresas em dificuldades financeiras tendem a pagar taxas mais altas pela emissão de debêntures.
As debêntures podem ser simples ou conversíveis em ações.
As debêntures simples são papéis de renda fixa tradicionais, que os juros estabelecidos e são resgatados na data do vencimento. 
As debêntures conversíveis em ações podem funcionar como debêntures simples, caso sejam resgatadas ao final do prazo estabelecido, ou ainda como um título de renda fixa e variável. Neste caso, funcionaria como um título de renda fixa, pagando juros até a data de vencimento, podendo ser convertidas em ações da empresa, após o vencimento, quando se tornaria um título de renda variável.

Fundos de Renda Fixa: Fundos são uma espécie de "consórcio" entre investidores para alocação de recursos no mercado financeiro. Estes Fundos de Investimento Financeiro (FIFs) são administrados por um gestor ligado a uma instituição financeira, que por sua vez, é responsável pela alocação dos recursos dos cotistas, ou melhor, dos investidores que adquiriram cotas do fundo. Os Fundos de Renda Fixa, sejam eles pré ou pós fixados, alocam os recursos dos cotistas, fundamentalmente, em aplicações de renda fixa variadas (CDBs, debêntures, títulos públicos, etc.). Os Fundos de Renda Fixa pós-fixados são atualmente as aplicações mais populares e seguras de investimento. 

Investimentos em Renda Variável

Ações: São títulos nominativos negociáveis, que representam uma fração do capital social de uma empresa. As empresas emitem ações visando captar recursos para seus investimentos. O investidor não tem nenhuma garantia ou retorno garantido sobre seus investimentos em ações. O preço de uma ação sobe ou desce em função da percepção do mercado em relação às perspectivas futuras da empresa. Trata-se de uma aplicação de risco.

Derivativos: São operações relativamente sofisticadas, que "derivam" dos ativos negociados no mercado à vista. Contratos futuros e opções de ativos como ações, dólar, juros e commodities agrícolas são exemplos de operações com opções. Este tipo de investimento está acessível ao investidor individual através de Fundos de Investimento.

Opções: Opções são contratos negociados em Bolsa de Valores, que concedem a seu titular o direito de negociar algo em certa data por determinado preço. Vale salientar que o titular de uma opção tem o direito de comprar ou vender; esse direito, porém, não precisa ser exercido. Uma Opção de Compra garante ao seu titular o direito de comprar um ativo até determinada data por certo preço. Uma Opção de Venda garante ao seu titular o direito de vender um ativo em determinada data por certo preço. 

Fundos de Ações: São fundos cuja carteira seja composta por mais de 51% em ações. Existem vários tipos de Fundos de Ações como os indexados ao Índice Bovespa, ou ainda os setoriais. 

Fundos Multicarteira: carteiras administradas compostas por aplicações de renda fixa e variável. Conforme a proporção dos ativos alocados em seu portifólio, podem ser mais conservadores ou agressivos.

Fundos de Derivativos: São fundos que operam em diversos mercados e têm contratos futuros e opções em sua carteira. Geralmente, são fundos bastante agressivos, e de alto risco. Também conhecidos como Hedge Funds.

Dólar: Opção de investimento geralmente utilizada como proteção do capital contra desvalorizações da moeda, embora possa apresentar rentabilidade negativa em períodos onde haja queda nas cotações da moeda americana em relação ao real. Os Fundo Cambiais são as opções mais acessíveis para investir em dólar.

Ouro: Sinônimo de reserva de valor, o ativo tem despertado cada vez menos interesse dos investidores, principalmente na última década.

Código de postagem: CPCBP21A4

O que são Ações e seus Tipos

O que é uma Ação?
Você já deve ter lido em algum lugar que uma ação é um título de renda variável emitido por uma sociedade anônima que representa a menor fração do capital da empresa emitente. 
Vamos traduzir esta definição aos poucos: primeiro é importante entender o que é uma sociedade anônima (S.A.) Sociedade anônima é uma empresa que tem ações em bolsa (capital aberto), ao contrário, por exemplo, de uma limitada (Ltda), onde o capital não é listado em bolsas (capital fechado). A maior parte das grandes empresas são S.A´s, enquanto a maioria das pequenas empresas são Ltda. 

Empresas de Capital Fechado
Se você resolver abrir uma nova empresa, possivelmente o fará como uma Ltda (ou empresa de capital fechado). 
Vamos supor que a nova empresa tenha cinco sócios, com a mesma participação (20% do total de R$ 100.000,00). Neste caso, cada sócio subscreveu R$ 20.000 do capital da empresa. A empresa então utiliza o capital subscrito para iniciar suas atividades (comprar matéria prima, pagar instalações e funcionários, etc.). 
Vamos supor agora que um sócio decida sair da empresa e os outros decidam comprar sua parte. Neste caso, após decidir o quanto vale esta parcela do capital da empresa (para facilitar vamos supor que valha R$ 20.000) cada um dos sócios restantes pagará R$ 5.000,00, mantendo o capital total em R$ 100.000,00, agora com 25% cada um. 

Empresas de Capital Aberto
Uma empresa de capital aberto funciona basicamente da mesma forma. Usando o exemplo acima (os valores serão mantidos somente para facilitar a análise, já que para lançar ações em bolsa os valores devam ser muito mais altos) fica fácil entender o que é uma ação. 
Vamos supor agora que os quatro sócios não tenham recursos para comprar a fatia do sócio que resolveu sair. Eles podem optar por abrir o capital da empresa, ou seja, lançar ações. Neste caso eles decidem vender R$ 20.000 do capital da empresa, lançando 20.000 ações a R$ 1,00 cada. 
Ao comprar uma ação, você passa a ser sócio de uma empresa, comprando uma participação no capital da mesma. Se a empresa for bem, o preço da ação possivelmente subirá, se as coisas não forem tão bem assim, o preço possivelmente cairá. 
Desta forma, através do lançamento de ações, uma empresa aumenta substancialmente o número de acionistas (sócios), obtendo recursos que talvez não estivessem disponíveis de outra forma para investir na empresa. Do ponto de vista do investidor, comprar ações dá a possibilidade dele se tornar um "sócio" da empresa, investindo um valor de acordo com as suas disponibilidades. 
Como você não aceitaria ser sócio de qualquer pessoa (ou Empresa), é analisar o desempenho da empresa .

Conceito: Uma Ação é um título negociável que representa uma fração mínima do capital social de uma empresa de capital aberto, ou seja, de uma empresa do tipo S.A. (Sociedade Anônima).

Tipos de Ações
Existem dois tipos básicos de ações: preferenciais (PN) e ordinárias (ON).

Ações Preferenciais
São assim chamadas porque dão preferência aos acionistas no pagamento de dividendos e também em caso de liquidação da empresa em relação às ações ordinárias. Isto significa que, no caso de falência ou outro evento que leve a empresa a ser liquidada, os possuidores de ações preferenciais tem maiores chances de recuperar parte de seus investimentos do que os possuidores de ações ordinárias. 

Ações Ordinárias
São aquelas que dão direito de voto ao acionista, algo que não ocorre no caso das ações preferenciais. É importante ressaltar que, apesar de ser um acionista e ter direito a voto, o possuidor de ações ordinárias não é responsável pelas dívidas da empresa (algo que normalmente ocorre em empresas de capital fechado). Além destas duas categorias básicas, empresas podem emitir outras classes de ações. Se você analisar com cuidado as ações listadas na Bovespa você encontrará não somente as classes ON e PN, mas também PNA, PNB, PNC, etc. Isto ocorre porque além da distinção básica entre ON e PN, as empresas podem diferenciar as classes de ações de acordo com critérios de distribuição de dividendos, restrição quanto à posse de ações, etc.


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